É ame ou odeie: 5 filmes de terror que vão dividir radicalmente suas opiniões


O gosto varia bastante de pessoa para pessoa, e por isso é normal que um filme divida opiniões. Algumas obras, porém, estão levando isso aos extremos. Nos últimos anos, vários diretores estão fazendo questão de contrariar todas as fórmulas estabelecidas por Hollywood, entregando filmes tão diferentes que geralmente não deixam muito espaço para um meio termo: ou você ama, ou você odeia.  Conheça cinco filmes de terror que conseguiram esse feito:


Imagem do filme "Sob a Pele", com Scarlett Johansson

Sob a Pele
(Under The Skin, 2013) Direção: Jonathan Glazer.

Baseada no romance homônimo de Michael Faber, essa ficção científica com toques de horror trás Scarlett Johansson no papel de uma alienígena que vem à Terra com o objetivo de caçar homens para realizar experimentos científicos. Pelo menos é isso que eu acho, já que o filme é tão cheio de camadas e tão aberto a interpretações, que dificilmente absorvemos todas as suas idéias.

Sob a Pele funciona como uma pintura abstrata em movimento: você não entende muito bem o que está vendo, mas as imagens lhe transmitem um mar de emoções diferentes. Poucos conseguiram lidar com a estranheza do filme, e o consideram uma grande perda de tempo. Mas para os que conseguiram enxergar além das aparências, Sob a Pele foi uma experiência sem igual.




Cena do filme "The Eyes of my Mother"

The Eyes of my Mother
(The Eyes of My Mother, 2016) Direção: Nicolas Pesce.

Nesse drama obscuro e deprimente, Olivia Bond é Francesca, uma jovem que passa a viver isolada em uma fazenda com seu pai, depois que sua mãe é assassinada. Porém, a perda da mãe provocou na garota um trauma irreversível, que terá consequências perturbadoras.

The Eyes of My Mother divide opiniões por ser completamente fora dos padrões: a fotografia é em preto e branco, o clima é melancólico, há pouquíssimos diálogos e quase todos os acontecimentos medonhos são apenas sugeridos. Sim, é um filme violento, mas você nunca vê a violência, mesmo sabendo que ela está presente. Mas não se engane, porque esse é um dos pontos fortes do filme: deixar o horror a cargo da imaginação do público às vezes causa mais impacto do que mostrá-lo.





Imagem do filme "A Bruxa", com Anya Taylor-Joy

A Bruxa
(The Witch, 2016) Direção: Robert Eggers.

No século XVII, o puritano William é acusado de heresia e, banido da comunidade, vai morar com a família em uma área desolada, próxima a uma floresta. Uma série de acontecimentos medonhos levam o homem a acreditar que ele e sua família possam estar sendo alvos de forças sobrenaturais. Um dos mais fortes representantes de um estilo que vem sendo chamado de "novo terror", A Bruxa constrói sua história na base do suspense, trazendo de volta o bom e velho clima dos filmes dos anos 70. 

Para muitos, um filme ruim, que "não tem terror e nem bruxa". Para outros, uma obra de arte irretocável, que evoca elementos de O Iluminado e O Bebê de Rosemary e que não é apenas um dos melhores filmes de terror de 2016, mas sim um dos MELHORES FILMES de 2016.




Imagem do filme "Boa Noite Mamãe"

Boa Noite, Mamãe
(Ich seh, ich seh / Goodnight Mommy, 2014) Direção: Veronika Franz e Severin Fiala.

Depois de se submeter a uma cirurgia plástica, uma mulher volta para casa com o rosto coberto de bandagens. Porém, seus dois filhos gêmeos, Lukas e Elias, começam a acreditar que aquela mulher não é sua mãe verdadeira, dando início a eventos assustadores. 

Repleto de cenas incômodas, esse thriller psicológico austríaco é um teste de nervos para o público. Muitos o consideram genial, outros o enxergam como uma obra repugnante. Seja como for, é um filme do qual não se fica indiferente.




Imagem do filme "O Convite"

O Convite
(The Invitation, 2016) Direção: Karin Kusama.

Will é convidado para uma festa na casa de sua ex-esposa Eden, que não via a três anos. Mas durante o evento, ele começa a desconfiar do comportamento estranho dos convidados, até se convencer que algo horripilante está prestes a acontecer. A paranóia (ou não) do personagem principal é o que impulsiona toda a história.

O público mais impaciente ficou irritado com o desenvolvimento lento da trama, que só mostra a que veio no final. Mas quem curte um bom thriller de horror psicológico não poupou elogios, considerando o filme da diretora Karin Kusama uma das melhores surpresas de 2016.


E você, já assistiu algum desses filmes? Amou, odiou 
ou conseguiu ficar no meio termo? Deixe seu comentário.

Ed Walter

Criador da 'Sangue Tipo B' e escritor na comunidade de filmes de terror desde 2017. Apaixonado por filmes de terror dos anos 70 e 80. Joga 'Skyrim' até hoje.

1 Comentários

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  1. O convite é perfeito. Um dos melhores filmes de terror que já vi na vida.

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