Crítica | It: A Coisa (It, 2017)

Crianças enfrentam criatura sobrenatural devoradora de gente na nova adaptação do livro de Stephen King dirigida por Andy Muschietti


Imagem do filme 'It: A Coisa', de Andy Muschietti

Segunda adaptação para as telas do livro de mesmo nome de Stephen King, It: A Coisa nos leva para Derry, cidadezinha fictícia no interior dos Estados Unidos onde as pessoas desaparecem com uma frequência preocupante. Há registros de desaparecimentos de adultos. Mas crianças são as que mais somem por lá.

O garoto Bill (Jaeden Lieberher) investiga os desparecimentos ao lado de um grupo de amigos conhecido como Clube dos Perdedores. E o que eles descobrem é um pouco assustador. Aparentemente os desaparecimentos estão ligados a uma criatura sobrenatural que se manifesta na forma de um palhaço conhecido como Pennywise (Bill Skarsgård). A coisa gosta de devorar crianças. E parece que ela está está faminta.


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O roteiro escrito por Chase Palmer, Cary Fukunaga e Gary Dauberman mantém várias características da obra literária de King. Esse é um filme de terror, mas também uma história fascinante sobre a amizade entre crianças desajustadas, que encontram mas nas outras a coragem para continuar lutando. O relacionamento do grupo é o coração do filme.

Imagem do filme 'It: A Coisa', de Andy Muschietti

A direção é do argentino Andy Muschietti, que em 2013 realizou o bom Mama. Ele sabe trabalhar com crianças e aproveita o máximo do talento de seu elenco. Jaeden Lieberher transmite bem a dor de seu personagem Bill, que não consegue lidar com a perda do irmão Georgie (Jackson Robert Scott) e lidera o grupo em sua batalha contra um mal aparentemente invencível.


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Finn Wolfhard é o mais engraçado do grupo e seu personagem Richie rouba facilmente as cenas. A história de Beverly (a talentosa Sophia Lillis) é bem desenvolvida e carregada de elementos dramáticos. Bill pode liderar o grupo, mas é Beverly quem mantém a molecada unida. Os outros personagens têm um desenvolvimento mais superficial. Mas os atores ganham facilmente a simpatia do público.

Imagem do filme 'It: A Coisa', de Andy Muschietti

Muschietti entrega bons momentos de drama e humor. As cenas de terror e violência são bem planejadas, o que fica claro nos minutos iniciais, no desfecho da assustadora cena do barquinho de papel. O uso exagerado de efeitos digitais às vezes compromete a imersão. Mas na maior parte do tempo o diretor encontra um bom equilíbrio entre CGI e efeitos práticos.

Ah, e se alguém tinha dúvidas se Bill Skarsgård se sairia bem como o novo Pennywise, fiquem tranquilos porque ele dá conta do recado. O ator pode não ter a mesma presença em cena de Tim Curry, que interpretou o palhaço assassino em It: Uma Obra Prima do Medo, de 1990. Mas ele cria um dos vilões mais assustadores e memoráveis dos últimos anos.

Título Original: It.
Gênero: Terror.
Produção: 2017.
Lançamento: 2017.
País: Estados Unidos, Canadá.
Duração: 135 minutos.
Roteiro: Cary Fukunaga, Chase Palmer, Gary Dauberman
Direção: Andy Muschietti
Elenco: Jaeden Martell, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, Wyatt Oleff, Bill Skarsgård, Nicholas Hamilton, Jake Sim, Logan Thompson, Owen Teague, Jackson Robert Scott, Stephen Bogaert, Stuart Hughes.

O melhor: É um filme assustador e frequentemente comovente.
O pior: Abusa um pouquinho nos efeitos especiais digitais e dos jump scares, mas nada que atrapalhe muito a diversão.



Ed Walter

Criador da 'Sangue Tipo B' e escritor na comunidade de filmes de terror desde 2017. Apaixonado por filmes de terror dos anos 70 e 80. Joga 'Skyrim' até hoje.

1 Comentários

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  1. Eta Mundo Bom! Tá aí um filme bacana de se ver.....It a coisa é um pouco de tudo: Confesso que aquele palhaço correndo atrás das pessoas me assustou bastante! ( falei e tá falado). Se estivesse atrás de mim eu nem olharia para trás,visto que, é de se arregalar os olhos e disparar o coração. O ator se saiu muito bem e encarnou o personagem de alma e sangue. Aquele leproso correndo atrás do menino também foi uma cena inesquecível, prá lá de medonha e nojenta...cruzes! E agora vem o melhor e a alavanca de tudo: Foi ainda mais além por incrível que pareça demonstrou que para se viver com alguém é necessário amizade, companheirismo, reciprocidade, paixão, amor, mas acima de tudo respeito,no meio de muitos horrores e bizarrices é claro. O grupo de criança rouba praticamente todas as cenas e se sobressaem com destaque e exito. Elenco cuidadosamente escolhido e filme que merece se visto e revisto varias vezes.Fiquei de cabelo arrepiado envolvido nas cenas assustadoras e também com muuuuita saudades da minha infancia, um tempo que infelizmente não volta nunca mais.

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