Clássico extremo de Ruggero Deodato retorna restaurado em 16mm e promete a versão definitiva do controverso precursor do found footage
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| Francesca Ciardi e Carl Gabriel Yorke em 'Holocausto Canibal' |
Um dos filmes mais controversos da história do terror está prestes a voltar às telas. Holocausto Canibal (Cannibal Holocaust, no original), clássico dirigido por Ruggero Deodato em 1980, ganhará um relançamento nos cinemas norte-americanos em uma nova versão restaurada em 4K, apresentada recentemente no Beyond Fest, em Los Angeles.
Além da passagem pelos cinemas, a produção também será lançada em Blu-ray 4K Ultra HD pela Grindhouse Releasing. Segundo os responsáveis pela restauração, o longa será disponibilizado em uma versão sem censura, sem classificação indicativa e restaurada em sua proporção original de 16mm.
Ainda não está claro quanto de material inédito foi incorporado à nova edição, mas Bob Murawski, proprietário da Grindhouse Releasing, prometeu a experiência mais intensa já vista do filme.
“Holocausto Canibal está agora mais perturbador do que nunca. Esta é a versão definitiva da controversa obra-prima de Deodato, aquela que não tem limites”, afirmou Murawski. “É uma experiência totalmente nova, e talvez seja ainda mais impactante assistir ao filme dessa forma, com as proporções de tela alternadas.”
Lançado originalmente em 1980, Holocausto Canibal chocou o público ao acompanhar as supostas imagens encontradas de quatro jovens documentaristas desaparecidos após entrarem na floresta amazônica para filmar tribos indígenas. Conforme as gravações são analisadas, o filme revela uma espiral de violência extrema, brutalidade e degradação humana.
O longa ficou marcado não apenas pelas cenas gráficas, mas também pela maneira como confundiu realidade e ficção. Muitos realmente acreditaram que os horrores apresentados na tela eram imagens reais, e Deodato chegou a ser investigado pelas autoridades italianas, que suspeitaram que ele tivesse assassinado o elenco do filme.
Apesar da reputação infame, Holocausto Canibal tornou-se uma obra influente dentro do horror moderno. O filme é frequentemente apontado como precursor do subgênero found footage, anos antes da popularização do formato com A Bruxa de Blair. Sua influência pode ser percebida em diversos filmes posteriores que exploram falsas gravações documentais, terror de sobrevivência e choque visual.
A nova restauração surge em um momento em que clássicos extremos do terror vêm sendo revisitados por novas gerações, agora tratados não apenas como exploitation polêmico, mas como peças fundamentais da evolução do cinema de horror.
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