Crítica | Party Bus to Hell (2017)

Satanistas canibais aterrorizam passageiros de ônibus no novo filme de terror de Rolfe Kanefsky

Imagem do filme 'Party Bus to Hell', de Rolfe Kanefsky
Imagem do filme 'Party Bus to Hell', de Rolfe Kanefsky

Depois de dirigir Lin Shaye e Natasha Henstridge no divertido The Black Room, o diretor Rolfe Kanefsky está de volta com Party Bus to Hell, pequena insanidade com potencial para virar cult entre os fãs do cinema trash. Kanefsky também assina o roteiro do longa, estrelado por nomes como Stefani Blake, Tara Reid e Sadie Katz.

Blake interpreta Lara, uma adolescente que embarca com um grupo de jovens rumo ao 'The Burning Man Festival'. A última coisa que ela esperava é que o ônibus fosse estragar no meio do deserto. Mas é exatamente isso que acontece. E como se não bastasse, os passageiros são atacados por satanistas canibais que querem realizar sacrifícios humanos para que uma entidade demoníaca possa renascer em nosso mundo. Enquanto lutam por suas vidas, os sobreviventes descobrem que um deles pode ter um segredo que salvará a todos. Ou os condenará de vez.

Imagem do filme 'Party Bus to Hell', de Rolfe Kanefsky
Imagem do filme 'Party Bus to Hell', de Rolfe Kanefsky

Party Bus to Hell pega emprestado algumas idéias de Quadrilha de Sádicos e Corrida com o Diabo, acrescenta muitos elementos sobrenaturais aleatórios e trás tudo para o mundo maravilhoso dos filmes trash. O resultado chega a lembrar as deliciosas tosqueiras da produtora Troma. É um filme ruim, foi projetado para ser ruim, mas nem por isso deixa de ser divertido.

O cardápio de bizarrices é variado. Há múmias, cabeças voadoras falantes, serpentes que se esgueiram para dentro de bocas alheias e até um morcego humanoide que parece um cosplay daquele monstro de Drácula de Bram Stoker. O visual da tal seita satânica varia. Há um pouco de Mad Max, um pouco de Conan: O Bárbaro, um pouco de God of War. E um toque de fantasia de carnaval feita em casa, também.

Imagem do filme 'Party Bus to Hell', de Rolfe Kanefsky
Imagem do filme 'Party Bus to Hell', de Rolfe Kanefsky

Não que o figurino faça muita diferença para as atrizes. Na verdade, tanto as vilãs quanto as heroínas passam a maior parte do tempo com pouca ou sem nenhuma roupa. Sexo e humor politicamente incorreto estão sempre presentes. E efeitos especiais risíveis acompanhados de baldes de sangue falso embalam a bagaceira.

O grande chamariz é a participação de Tara Reid, a estrela de Sharknado. Mas sua participação é mínima, e suas cenas são tão deslocadas que parecem ter sido inseridas apenas para justificar seu nome no título. O destaque fica mesmo para Stefani Blake, que já surge na tela disparando uma metralhadora de frases nonsense que me fizeram rolar de rir. Aliás, o filme pode até ter seus problemas como comédia. mas ele fica curiosamente engraçado quando tenta ser sério.

Imagem do filme 'Party Bus to Hell', de Rolfe Kanefsky
Imagem do filme 'Party Bus to Hell', de Rolfe Kanefsky

Perto do último ato, há um plot twist que tenta justificar parte dos absurdos que presenciamos. A solução encontrada pelos protagonistas para resolver o problema — e onde novamente a atriz Stefani Blake tem papel fundamental — é tão pateta quanto a premissa. Mas a intenção era essa mesma. E, convenhamos, a cena é tão grosseira que é difícil não rir.

O filme tem algumas quedas de ritmo aqui e ali. Alguns diálogos se estendem demais. Mas se você relevar esses pequenos deslizes e conseguir mergulhar no clima de trasheira intencional, esse pesadelo sobrenatural desmiolado pode ser muito divertido.

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O melhor: Satanistas canibais, monstros, gore e Stefani Blake.
O pior: Há pequenas quedas no ritmo e alguns diálogos se estendem demais.



Título original: Party Bus to Hell.
Gênero: Terror.
Produção: 2017.
Lançamento: 2018.
País: Estados Unidos.
Duração: 81 minutos.
Direção: Rolfe Kanefsky.
Roteiro: Rolfe Kanefsky, Michael Mahal e Sonny Mahal.
Elenco: Stefani Blake, Tara Reid, Sadie Katz, Devanny Pinn, Elissa Dowling, Shelby McCullough, Demetrios Alex, Ray Gutierrez, Ben Stobber, Richard Hochman, John Molinaro, Nailya Shakirova, Dave Smith, Devanny Pinn, Michael Forsch, J. Spencer.

Ed Walter

Criador da 'Sangue Tipo B' e escritor na comunidade de filmes de terror desde 2017. Apaixonado por filmes de terror dos anos 70 e 80. Joga 'Skyrim' até hoje.

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