Crítica | Tarnation (2018)

Comédia de terror de Daniel Armstrong coloca grupo de amigos enfrentando um unicórnio demoníaco

Imagem do filme 'Tarnation'

Por Ed Walter

A cantora Oscar (Daisy Masterman) teve um dia difícil. Não apenas foi demitida sem a menor cerimônia pelo dono de sua banda de rock, como também descobriu que seu namorado a abandonou e ainda levou seu gato embora. "Um final de semana em uma cabana na floresta não vai matar ninguém, não é?", Oscar deduz depois de ser convencida por sua colega de quarto  Rain (Danae Swinburne) a acompanhá-la em uma viagem pelo campo, nos arredores da cidade fantasma de Tarnation.

As palavras de nossa heroína se provam equivocadas, já que a tal floresta também é o lar de um grupo de adoradores do demônio. Ou melhor, de um grupo de adoradores de um unicórnio-demônio. Eles querem realizar um ritual de sangue que trará a criatura maligna para o nosso mundo. E Oscar terá que chutar alguns traseiros sobrenaturais se não quiser ser sacrificada como oferenda.

Imagem da comédia de terror 'Tarnation'

A direção é de Daniel Armstrong, realizador de filmes como From Parts Unknown e Sheborg Massacre. Aqui ele mistura comédia, terror e música para entregar o que pode ser chamado de um primo bem distante de Evil Dead. Armstrong não tem vergonha de admitir isso. Ele cita a trilogia de Sam Raimi a cada cinco minutos. E sua heroína Oscar claramente foi criada para ser uma versão feminina de Ash Williams.

Embora a produção seja de baixíssimo orçamento, o diretor tem alguns pequenos acertos principalmente com relação ao visual do filme. Também acerta ao não levar a história a sério. Aliás, é impossível levar qualquer coisa a sério depois de ver uma cena de abertura que mostra uma jovem virgem escapando do cativeiro e distribuindo golpes de kung-fu em monges satanistas.

A atriz Daisy Masterman em imagem do filme 'Tarnation'

O festival de tosquices prossegue com uma uma mulher-unicórnio voadora; um homem possuído que ressuscita animais mortos através de uma urina verde; uma batalha de rap sobrenatural; e um hilário confronto entre a final girl e um canguru zumbi boxeador, que já levanta dos mortos equipado com uma luva de boxe.

Infelizmente, entre uma bizarrice e outra somos castigados com longos e tediosos diálogos que atrapalham a diversão. Depois do primeiro ato não existe mais história, apenas acontecimentos aleatórios e conversas sem pé nem cabeça. E mesmo que a atriz Daisy Masterman tenha uma veia para a comédia, fica difícil carregar o filme sem ter material para trabalhar. Tarnation tem algumas cenas suficientemente toscas para agradar aos fãs do cinema trash. Mas na soma geral, a experiência é cansativa.

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O melhor: Canguru boxeador morto-vivo, com certeza.
O pior: Não é tão ruim a ponto de ser bom.

Título original: Tarnation.
Gênero: Comédia, terror.
Produção: 2017.
Lançamento: 2018.
Páis: Austrália.
Duração: 90 minutos.
Roteiro: Daniel Armstrong.
Direção: Daniel Armstrong.
Elenco: Daisy Masterman, Sarah Howett, Danae Swinburne, Emma-Louise Wilson, Jasy Holt, Joshua Diaz, Blake Waldron.

Ed Walter

Criador da 'Sangue Tipo B' e escritor na comunidade de filmes de terror desde 2017. Apaixonado por filmes de terror dos anos 70 e 80. Joga 'Skyrim' até hoje.

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