Crítica | Parque do Inferno (Hell Fest, 2018)

Adolescentes são perseguidos por assassino mascarado no slasher do diretor Gregory Plotkin

Imagem do filme 'Parque do Inferno'

Por Ed Walter

Faz pouco tempo que o diretor e roteirista Owen Egerton nos entregou Blood Fest, comédia de humor-negro onde um grupo de adolescentes mergulha em um pesadelo mortal ao participar de um festival de filmes de terror. Agora o diretor de Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma, Gregory Plotkin, trabalha com uma idéia semelhante em Parque do Inferno, terror teen que aposta no sub-gênero slasher e abre as portas para gerar uma possível franquia.

Amy Forsyth (série Channel Zero) interpreta Natalie, uma jovem que se junta às amigas Brooke e Taylor (Reign Edwards, da série Snowfall, e Bex Taylor-Klaus, da série Scream) para visitar o Hell Fest, um parque temático repleto de atrações horripilantes que cruza o país na temporada de Halloween. O que Natalie não sabe é que um assassino mascarado também decidiu dar uma passadinha por lá para espalhar alguns corpos pelo caminho. E como praticamente todos os funcionários do parque usam máscaras semelhantes à dele, fica difícil identificar quem está com segundas intenções.

Imagem do filme 'Parque do Inferno'

A premissa é interessante e abre diversas possibilidades. A cena em que Natalie testemunha o primeiro ataque do assassino é criativa. Há bons efeitos especiais e pelo menos três mortes muito bem filmadas. Uma delas até me fez cobrir os olhos. O roteiro brinca com relativa facilidade com alguns clichês do gênero. Há uma cena em que uma das personagens faz spoilers sobre os sustos que o filme está preparando. E uma outra onde o jump scare é usado a favor das protagonistas.

Já os personagens são genéricos. Tomam decisões idiotas sempre que possível para facilitar a vida do assassino. E nenhum deles recebe o mínimo de desenvolvimento do roteiro. Mas tudo bem, dá para lidar com isso já que adolescentes de filmes slasher costumam ser assim mesmo. Já o fato de todos serem engessadinhos para se adequar aos padrões das produções de Hollywood, é mais difícil de aguentar. O roteiro até tenta disfarçar, fazendo com que a galera solte uns palavrões de vez em quando. Mas soa artificial demais, assim como a personalidade de cada um.

Imagem do filme 'Parque do Inferno'

Entre uma morte e outra, as coisas esfriam bastante. O diretor parece mais preocupado em mostrar as atrações do parque do que se concentrar na história principal. Os protagonistas demoram uma eternidade para entender que estão correndo perigo. A trilha sonora barulhenta compromete os momentos de tensão. Mas, felizmente, no último ato as situações ganham um certo ar de urgência.

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O melhor: Entrega algumas mortes sangrentas e brinca com clichês do gênero.
O pior: As atrações do parque ganham mais destaque do que a trama principal.

Título original: Hell Fest.
Gênero: Terror.
Produção: 2018.
Lançamento: 2018.
Pais: Estados Unidos.
Duração: 89 minutos.
Roteiro: Seth M. Sherwood, Blair Butler, Akela Cooper.
Direção: Gregory Plotkin.
Elenco: Amy Forsyth, Reign Edwards, Bex Taylor-Klaus, Christian James, Roby Attal, Matt Mercurio, Tony Todd, Courtney Dietz, Stephen Conroy, Michael Tourek.

Ed Walter

Criador da 'Sangue Tipo B' e escritor na comunidade de filmes de terror desde 2017. Apaixonado por filmes de terror dos anos 70 e 80. Joga 'Skyrim' até hoje.

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