Adolescentes são perseguidos por assassino mascarado no slasher do diretor Gregory Plotkin
Por Ed Walter
Faz pouco tempo que o diretor e roteirista Owen Egerton nos entregou Blood Fest, comédia de humor-negro onde um grupo de adolescentes mergulha em um pesadelo mortal ao participar de um festival de filmes de terror. Agora o diretor de Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma, Gregory Plotkin, trabalha com uma idéia semelhante em Parque do Inferno, terror teen que aposta no sub-gênero slasher e abre as portas para gerar uma possível franquia.
Amy Forsyth (série Channel Zero) interpreta Natalie, uma jovem que se junta às amigas Brooke e Taylor (Reign Edwards, da série Snowfall, e Bex Taylor-Klaus, da série Scream) para visitar o Hell Fest, um parque temático repleto de atrações horripilantes que cruza o país na temporada de Halloween. O que Natalie não sabe é que um assassino mascarado também decidiu dar uma passadinha por lá para espalhar alguns corpos pelo caminho. E como praticamente todos os funcionários do parque usam máscaras semelhantes à dele, fica difícil identificar quem está com segundas intenções.
A premissa é interessante e abre diversas possibilidades. A cena em que Natalie testemunha o primeiro ataque do assassino é criativa. Há bons efeitos especiais e pelo menos três mortes muito bem filmadas. Uma delas até me fez cobrir os olhos. O roteiro brinca com relativa facilidade com alguns clichês do gênero. Há uma cena em que uma das personagens faz spoilers sobre os sustos que o filme está preparando. E uma outra onde o jump scare é usado a favor das protagonistas.
Já os personagens são genéricos. Tomam decisões idiotas sempre que possível para facilitar a vida do assassino. E nenhum deles recebe o mínimo de desenvolvimento do roteiro. Mas tudo bem, dá para lidar com isso já que adolescentes de filmes slasher costumam ser assim mesmo. Já o fato de todos serem engessadinhos para se adequar aos padrões das produções de Hollywood, é mais difícil de aguentar. O roteiro até tenta disfarçar, fazendo com que a galera solte uns palavrões de vez em quando. Mas soa artificial demais, assim como a personalidade de cada um.
Entre uma morte e outra, as coisas esfriam bastante. O diretor parece mais preocupado em mostrar as atrações do parque do que se concentrar na história principal. Os protagonistas demoram uma eternidade para entender que estão correndo perigo. A trilha sonora barulhenta compromete os momentos de tensão. Mas, felizmente, no último ato as situações ganham um certo ar de urgência.
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O melhor: Entrega algumas mortes sangrentas e brinca com clichês do gênero.
O pior: As atrações do parque ganham mais destaque do que a trama principal.
Título original: Hell Fest.
Gênero: Terror.
Produção: 2018.
Lançamento: 2018.
Pais: Estados Unidos.
Duração: 89 minutos.
Roteiro: Seth M. Sherwood, Blair Butler, Akela Cooper.
Direção: Gregory Plotkin.
Elenco: Amy Forsyth, Reign Edwards, Bex Taylor-Klaus, Christian James, Roby Attal, Matt Mercurio, Tony Todd, Courtney Dietz, Stephen Conroy, Michael Tourek.
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