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10 filmes de terror assustadores que receberam classificação PG-13

Porque às vezes você não precisa de tripas voando para traumatizar uma geração inteira


Imgens dos filmes de terror 'O Chamado', 'Poltergeist' e 'Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro'
'O Chamado', ''Poltergeist' e 'Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro'


Existe uma ideia curiosa entre fãs de terror de que filmes realmente assustadores precisam ser violentos, explícitos e proibidos para menores de idade. É quase um consenso informal: se não tiver litros de sangue, palavrões e gente sendo mutilada em detalhes gráficos, então provavelmente não assusta tanto assim.

O problema é que alguns filmes simplesmente ignoraram essa regra. Ao longo das décadas, diversos diretores provaram que é perfeitamente possível traumatizar plateias inteiras sem ultrapassar a classificação PG-13, equivalente ao nosso 12 ou 14 anos. Em vez de apostar no choque gráfico, esses filmes preferem trabalhar atmosfera, suspense, som, sugestão psicológica e aquele tipo específico de medo que continua funcionando às três da manhã, quando você levanta para beber água e decide correr de volta para o quarto.

E sinceramente? Em muitos casos, funciona melhor.


Arraste-me para o Inferno (2009)


A Senhora Ganush (Lorna Raver) amaldiçoa um botão no filme 'Arraste-me para o Inferno'
Arraste-me para o Inferno | Foto: © Universal Pictures


Arraste-me para o Inferno é basicamente Sam Raimi lembrando ao mundo que continua sendo um mestre do terror. O filme acompanha Christine (Alison Lohman), uma funcionária de banco que nega um empréstimo a uma idosa misteriosa e acaba amaldiçoada. O resultado é uma espiral de eventos grotescos, sustos extremamente eficientes e uma quantidade absurda de fluidos corporais sendo arremessados no rosto da protagonista. O mais impressionante é que, mesmo sendo PG-13, o filme consegue ser mais perturbador do que muito terror “pesado” por aí. A cena do estacionamento e o ataque da Lâmia na casa de Christine continuam funcionando como ataques cardíacos audiovisuais.


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Histórias Assustadoras para Contar no Escuro (2019)


Dois amigos estão diante de um espantalho assustador no filme 'Histórias Assustadoras para Contar no Escuro'
Histórias Assustadoras para Contar no Escuro | Foto: © 2018 CBS Films Inc. and eOne Features LLC. All Rights Reserved


Histórias Assustadoras para Contar no Escuro adapta os famosos livros de Alvin Schwartz, responsáveis por traumatizar crianças nos anos 80 e 90 graças às ilustrações absolutamente demoníacas de Stephen Gammell. Ambientado no final dos anos 60, o filme acompanha um grupo de adolescentes que encontra um livro amaldiçoado capaz de materializar suas próprias história. A produção mistura aventura juvenil com horror sobrenatural e entrega algumas criaturas genuinamente aterrorizantes, especialmente a famigerada mulher pálida do corredor hospitalar, responsável por uma das cenas mais desconfortáveis do terror recente. Tudo isso sem precisar arrancar cabeças explicitamente. Quase elegante.



O Chamado (2002)


Rachel (Naomi Watts) conversa com o filho Aidan (David Dorfman) no filme 'O Chamado'
O Chamado | Foto: © 2002 - DreamWorks LLC - All Rights Reserved


O Chamado apresentou Sadako (ou melhor, Samara) a uma geração inteira de espectadores que passaram a olhar televisores com medo legítimo. O remake americano dirigido por Gore Verbinski acompanha uma jornalista investigando uma fita amaldiçoada que mata qualquer pessoa sete dias após assisti-la. O filme praticamente redefiniu o terror PG-13 dos anos 2000, apostando em atmosfera doentia, imagens perturbadoras e uma sensação constante de decadência emocional. E convenhamos: a cena do armário continua sendo um dos jumpscares mais violentos já feitos sem mostrar praticamente nada.



O Exorcismo de Emily Rose (2005)


Jennifer Carpenter interpreta uma garota que pode ou não estar possuída em 'O Exorcismo de Emily Rose'
O Exorcismo de Emily Rose


O Exorcismo de Emily Rose mistura horror sobrenatural e tribunal para contar a história de uma jovem que morre após um exorcismo fracassado. Enquanto advogados tentam provar se Emily Rose sofria de doença mental ou possessão demoníaca, o filme alterna entre depoimentos e cenas cada vez mais perturbadoras envolvendo a garota interpretada por Jennifer Carpenter. O longa evita violência gráfica pesada, mas compensa com atmosfera opressiva e algumas imagens difíceis de esquecer — especialmente porque boa parte delas acontece às 3h da manhã, horário que o filme praticamente arruinou para muita gente.


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O Grito (2004)


O fantasmagórico Toshio (Yuya Ozeki) observa atrás da porta no filme 'O Grito'
O Grito | Foto: © Copyright 2004 GHP 2-Grudge, LLC. All rights reserved.


O Grito pega o horror japonês minimalista e o transforma em um desfile de maldições, fantasmas e pessoas extremamente azaradas. Sarah Michelle Gellar interpreta uma cuidadora que entra em contato com uma casa amaldiçoada em Tóquio. O filme trabalha muito menos com violência explícita e muito mais com invasão de espaço pessoal: fantasmas surgindo sob cobertores, dentro de apartamentos minúsculos e até no chuveiro. E claro, existe aquele barulho gutural da Kayako, criado especificamente para destruir o sistema nervoso humano.



Os Outros (2001)


Alakina Mann e Nicole Kidman interpretam mãe e filha no filme 'Os Outros'
Os Outros | Foto: © Dimension Films


Os Outros acompanha Grace (Nicole Kidman), uma mulher vivendo em uma mansão isolada com os filhos sensíveis à luz solar. Quando eventos estranhos começam a acontecer na casa, o filme mergulha lentamente em paranoia, culpa e isolamento psicológico. Dirigido por Alejandro Amenábar, o longa praticamente dispensa sustos fáceis e aposta em atmosfera gótica clássica. O resultado é um dos filmes de fantasma mais elegantes já produzidos, e um daqueles raros casos onde o silêncio pesa mais do que qualquer criatura monstruosa.


O Sexto Sentido (1999)

Cole (Haley Joel Osment) revela que vê gente morta no filme 'O Sexto Sentido'
O Sexto Sentido | Foto: © 1999 - Buena Vista Pictures


O Sexto Sentido acompanha um psicólogo infantil interpretado por Bruce Willis tentando ajudar um garoto que afirma ver pessoas mortas. Dirigido por M. Night Shyamalan, o filme se tornou fenômeno cultural graças à famosa reviravolta. Mas o que muita gente esquece é o quanto ele é assustador. As aparições são rápidas, perturbadoras e profundamente melancólicas. O fantasma da menina envenenada continua sendo combustível para traumas coletivos até hoje.


Poltergeist – O Fenômeno (1982)


Robbie (Oliver Robins) investiga seu quarto no filme 'Poltergeist – O Fenômeno'
Poltergeist – O Fenômeno | Foto: © 1982 Warner Bros. Ent. All Rights Reserved


Poltergeist talvez seja o exemplo definitivo de como uma classificação PG-13 pode enganar completamente o público. A trama acompanha uma família suburbana cuja casa é invadida por forças sobrenaturais após a filha começar a se comunicar com espíritos através da televisão. Produzido por Steven Spielberg e dirigido por Tobe Hooper, o filme mistura aventura fantástica com momentos genuinamente perturbadores, incluindo palhaços demoníacos, árvores com vida própria e um sujeito arrancando o próprio rosto no banheiro. Sim, isso recebeu classificação relativamente leve. Os anos 80 eram outra realidade.



Quando as Luzes se Apagam (2016)


Teresa Palmer interpreta Rebecca no filme 'Quando as Luzes se Apagam'
Quando as Luzes se Apagam | Foto: © 2016 Warner Bros. Entertainment Inc. All Rights Reserved.


Quando as Luzes se Apagam parte de uma ideia absurdamente simples: existe uma entidade que só aparece no escuro. E honestamente? Era tudo o que precisava. Baseado no curta viral de David F. Sandberg, o filme transforma interruptores em instrumentos de tensão psicológica. Cada cena vira um pequeno jogo de coragem envolvendo luz, sombra e a possibilidade constante de algo surgir no fundo do corredor. Poucos filmes recentes entenderam tão bem como explorar um medo infantil universal.



Um Lugar Silencioso (2018)


A família Abbott caminha sem fazer barulho na floresta no filme 'Um Lugar Silencioso'
Um Lugar Silencioso | Foto: © 2018 Paramount Pictures. All rights reserved.


Um Lugar Silencioso imagina um mundo onde criaturas monstruosas caçam qualquer som. Acompanhamos uma família tentando sobreviver em silêncio absoluto, transformando atividades simples, como andar, comer e respirar, em desafios potencialmente fatais. Dirigido e estrelado por John Krasinski ao lado de Emily Blunt, o longa usa silêncio como ferramenta de suspense de maneira brilhante. E sejamos honestos: poucas cenas recentes foram tão estressantes quanto personagens tentando não fazer barulho em situações completamente desesperadoras.


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Ed Walter

Criador da 'Sangue Tipo B' e escritor na comunidade de filmes de terror desde 2017. Apaixonado por filmes de terror dos anos 70 e 80. Joga 'Skyrim' até hoje.

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