Filme estrelado por Karin Viard e Mara Taquin aposta em mutações corporais e vírus misterioso no pronto-socorro de um hospital
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| Species |
O body horror francês Species ('Sanguine', no título original) teve seu primeiro clipe divulgado hoje, antecipando sua estreia mundial no Festival de Cannes. O vídeo apresenta uma sequência violenta ambientada em uma lanchonete, onde um funcionário aparentemente infectado por um vírus misterioso reage de forma brutal contra um cliente.
O material reforça a proposta perturbadora do longa, que promete combinar horror corporal, paranoia sanitária e tensão psicológica em uma experiência bastante visceral. Vale lembrar que Species não possui qualquer ligação com a franquia de ficção científica A Experiência. Apesar do título internacional semelhante, trata-se de uma produção francesa completamente original.
O filme marca a estreia em longa-metragem da diretora Marion Le Coroller, que também assina o roteiro ao lado de Thomas Pujol. A produção vem sendo vendida internacionalmente como um body horror intenso e contemporâneo, apostando fortemente em efeitos práticos de maquiagem.
Os efeitos especiais ficam a cargo de Pierre-Olivier Persin, vencedor do Oscar por seu trabalho em A Substância, detalhe que já vem despertando atenção entre fãs do horror extremo e transformações grotescas.
A trama acompanha Margot, uma jovem estagiária que trabalha no pronto-socorro mais competitivo do país. Pressionada pelo ambiente caótico e pela exigência constante do hospital, ela começa a enfrentar uma situação ainda mais aterrorizante quando diversos pacientes de sua faixa etária chegam apresentando sintomas estranhos e inexplicáveis. Pouco tempo depois, o próprio corpo de Margot passa a sofrer transformações alarmantes.
O elenco reúne Karin Viard, Mara Taquin, Kim Higelin, Sami Outalbali, Stefan Crepon e Sonia Faidi. Na França, o filme será distribuído pela Wild Bunch, enquanto a WTFilms ficará responsável pelas vendas internacionais nos demais territórios.
Os produtores Gregory Chambet e Dimitri Stephanides, cofundadores da WTFilms, demonstraram bastante entusiasmo com o potencial do projeto. “Estamos muito animados para começar a falar sobre este projeto pulsante de terror corporal em Cannes. Vemos totalmente Marion Le Coroller seguindo os passos de Coralie Fargeat e Julia Ducournau”, declararam.
A comparação não parece acidental. Assim como cineastas francesas recentes que transformaram o body horror em ferramenta para discutir identidade, pressão social e transformação física, Species parece interessado em usar o horror corporal como metáfora para ansiedade, colapso emocional e perda de controle sobre o próprio corpo.
O primeiro clipe divulgado já indica exatamente esse caminho: violência repentina, comportamento errático e uma sensação constante de contaminação iminente.
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