Diretor de 'Hereditário' prepara seu quinto longa-metragem enquanto tenta recuperar prestígio após os fracassos de 'Beau Tem Medo' e 'Eddington'
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| A atriz Scarlett Johansson no filme 'Sob a Pele'. Foto: © 2014 - StudioCanal |
O diretor Ari Aster já está preparando seu próximo projeto. Intitulado Scapegoat, o longa marcará uma nova colaboração do cineasta com a A24, produtora e distribuidora responsável pelos filmes que ajudaram a transformar seu nome em uma referência moderna do terror psicológico.
Como de costume nos projetos de Aster, os detalhes permanecem cercados de mistério. Até o momento, nenhuma informação oficial sobre a trama foi divulgada, e nem mesmo o gênero do filme foi confirmado. Ainda assim, considerando a trajetória do diretor, fãs já demonstram esperança de que ele retorne ao terror após suas recentes incursões por caminhos mais experimentais.
Segundo informações publicadas pelo Deadline, Scarlett Johansson foi escalada para protagonizar Scapegoat. A atriz construiu uma carreira versátil em Hollywood, alternando grandes produções comerciais e filmes autorais. Johansson é conhecida por papéis em Jojo Rabbit, Jurassic World: Recomeço e no universo cinematográfico da Marvel, onde interpretou Natasha Romanoff, a Viúva Negra. Ela também possui experiência no gênero de horror e ficção científica sombria, tendo estrelado produções como Malditas Aranhas! e o cultuado Sob a Pele.
A produção de Scapegoat deve começar ainda este ano, principalmente para acomodar a agenda movimentada da atriz. Johansson recentemente concluiu as filmagens da nova versão de O Exorcista, dirigida por Mike Flanagan, e também deve iniciar em breve os trabalhos em um novo capítulo da franquia Batman.
Ari Aster surgiu como um dos cineastas mais comentados de sua geração em 2018, quando lançou Hereditário. O filme rapidamente se tornou um fenômeno entre fãs de terror, graças à atmosfera sufocante, às imagens perturbadoras e à abordagem emocional do luto e da destruição familiar. No ano seguinte, Midsommar: O Mal Não Espera a Noite consolidou sua reputação, transformando o diretor em um dos principais nomes do chamado “terror elevado”.
Os trabalhos seguintes, no entanto, dividiram público e crítica. Beau Tem Medo (2023), estrelado por Joaquin Phoenix, foi recebido de forma polarizada e teve desempenho comercial abaixo do esperado. A situação se repetiu com Eddington (2025), que também não conseguiu alcançar o impacto cultural e financeiro de seus primeiros filmes.
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