Crítica | Amityville: O Despertar (Amityville: The Awakening, 2017)

Jennifer Jason Leigh e Bella Thorne interpretam mãe e filha que se mudam para a casa assombrada de Amityville no novo filme de Franck Khalfoun


Imagem do filme 'Amityville: O Despertar'
Bella Thorne em imagem do filme 'Amityville: O Despertar', de Franck Khalfoun


O diretor Franck Khalfoun é responsável por bons filmes de terror como P2: Sem Saída e o remake perturbador de Maníaco. Agora ele retorna à cadeira de diretor com Amityville: O Despertar, terror sobrenatural que nos leva para um novo passeio pela casa assombrada mais famosa do mundo.

Bella Thorne (Girl), Jennifer Jason Leigh (Mulher Solteira Procura), Cameron Monaghan (O Doador de Memórias) e McKenna Grace (Tara Maldita) estrelam o filme produzido pela Blumhouse, a companhia por trás de O Mistério da Ilha e o remake de Halloween. O próprio Khalfoun assina o roteiro, que flerta com alguns conceitos curiosos, começando pelo fato da história ser ambientada em um universo onde tanto os livros quanto os filmes sobre Amityville são reais.

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Leigh interpreta Joan, uma mãe solteira que se muda com a família para uma casa de dois dígitos na Ocean Avenue, em Long Island, Nova York. A mudança faz bem a seu filho James (Monaghan) que ficou em coma depois de um acidente a agora começa a apresentar melhoras. Mas não agrada muito sua filha adolescente Belle (Thorne), provavelmente porque ela começa a ver vultos assim que coloca o pé na casa.

Imagem do filme 'Amityville: O Despertar'
Bella Thorne e Taylor Spreitler em imagem do filme 'Amityville: O Despertar', de Franck Khalfoun


Belle fica com a pulga atrás da orelha quando seus novos amigos na escola alertam que seu novo lar tem fama de assombrado, algo que ela pode confirmar através de uma pesquisa na internet. Não demora para que Belle comece a desconfiar que a repentina melhora no estado de saúde de seu irmão gêmeo pode esconder segredos assustadores.

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Ambientar a história no "mundo real" abre boas possibilidades narrativas. Há referência ao livro e aos filmes da franquia, e um trecho do filme original, Terror em Amityville, inclusive é exibido em uma sessão caseira organizada pelos amigos de Belle. Mesmo não indo muito além da base da metalinguagem, esses detalhes ajudam bastante na imersão.

Imagem do filme 'Amityville: O Despertar'
Kurtwood Smith, Jennifer Jason Leigh e Bella Thorne em imagem do filme 'Amityville: O Despertar', de Franck Khalfoun


O relacionamento entre Belle e seus amigos adolescentes não ocupa muito espaço no filme. Já seu drama familiar, sim, e Bella Thorne até entrega uma cena fofa, que pode emocionar o público mais sensível. No resto do tempo, nossa heroína desinformada investiga paredes suspeitas e desfila pela casa escura enquanto o diretor trata de engatilhar alguns jump scares para deixar os passeios mais divertidos.

Jennifer Jason Leigh faz o que pode com o pouco material que tem para trabalhar. McKenna Grace está bem como a filha pequena assustadora. Cameron Monaghan não tem muita coisa para fazer além de mexer os olhos, pois seu personagem passa a maior parte do tempo paralisado em uma cama. Mas é preciso parabenizar a equipe de maquiagem, que faz um ótimo trabalho com o rosto e o corpo do ator.

Imagem do filme 'Amityville: O Despertar'
A atriz Bella Thorne em imagem do filme 'Amityville: O Despertar', de Franck Khalfoun


Também é preciso elogiar a atmosfera bem construída e os efeitos digitais. Menos aqueles utilizados na cena das moscas, que são um pouco artificiais. Amityville: O Despertar perde bastante o fôlego na reta final, o que compromete o impacto da revelação inesperada que acontece antes do último ato. O confronto final é bem morno. Mas a mistura de elementos dos dois primeiros filmes da franquia talvez agrade os fãs mais fervorosos de Amityville.

Título original: Amityville: The Awakening.
Gênero: Terror.
Produção: 2017.
Lançamento: 2017.
País: Estados Unidos.
Duração: 85 minutos.
Roteiro: Franck Khalfoun.
Direção: Franck Khalfoun.
Elenco: Jennifer Jason Leigh, Bella Thorne, McKenna Grace, Cameron Monaghan, Thomas Mann, Taylor Spreitler, Jennifer Morrison, Kurtwood Smith.

O melhor: Boa ambientação, ótima maquiagem, alguns sustinhos e Bella Thorne.
O pior: Perde o gás na reta final, e a conclusão é bem morna.

Ed Walter

Criador da 'Sangue Tipo B' e escritor na comunidade de filmes de terror desde 2017. Apaixonado por filmes de terror dos anos 70 e 80. Joga 'Skyrim' até hoje.

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